ALZHEIMER PODCAST

pra esquecer das coisas ruins, pra lembrar das coisas boas

MARY O AND THE PINK FLAMINGOS

Surf-punk psicodélico do jeito que diabo gosta

PAQUETÁ

O fino do surf music underground

1.5.17

Novidades Atrasadas #02





Depois de uma sexta conturbada por esses lados de cá e com o lamentável fato ocorrido com o Mateus, e não deixando de citar a morte do mestre Belchior, retorno pra falar das Novidades Atrasadas, que chega em seu segundo número e que dessa vez vamos do psicodélico ao grindcore. Detalhe besta pra finalizar, só tá dando läjä recs nessa porra, o corno do mozine sabe fuder com o bolso e ouvido do povo bom.




Bom, dando o pontapé inicial para as mandingas sonoras, retrato o mais recente lançamento do chapa-trio paulista Lo-Fi neste sujo espaço virtual. Em "Meddling In Regressive Rock" a banda foge mais uma vez de tudo o que já produziu, dessa vez pegando pesado na parte do rock psicodélico, reverenciando aquela doidera do heavy metal chapado de lsd. "This Song Is You" reflete um pouco do que eu citei, e o registro como um todo tá numa lindeza que desde o meu primeiro contato, tornou-se um dos plays favoritos de minha lista de podridão sonora. A miscelânea de ritmos rápidos deixa o esqueleto estremecido e com dores nas articulações. "Motel Money" é uma cantiga feita pra ouvir em bom volume numa party com amizades melindrosas e bem acompanhas dos piores produtos tóxicos possíveis. Essa maravilhosa paulada é um lançamento Läjä, portanto, interessou-se, compre e decepcione seus pais e familiares. Nunca é tarde pra ser infeliz nessa vida.

obs.: tem uma versãozinha cabulosa pra "Prometo não parir pôneis" da Leptospirose

ouça aqui:





Desgraçando de vez com a vida alheia, chego dilacerando os tímpanos com o novo split da Facada, grindcore com peixeira no bucho de quem vacila. O disco em questão leva o título de "Primitive" e divide a britadeira sonora com os gregos da Stheno. Fico uns tempo sem ouvir grindcore e quando volto parece que me bate aquele arrependimento por ter interrompido o processo de decomposição de minha audição. Foi o que eu senti ouvindo a parte do Stheno, que conta com uma versão de "City Baby Attacked by Rats" do GBH e participação de Carlos James. A parte do chucho amolado na pedra é a maravilha decadente-niilista de sempre, grindcore cearense da melhor qualidade e com letras que perfuram profundamente o baço.


ouça a pedrada aqui:




Banda novinha da cena porto-alegrense, The Completers chega com aquele clima cinzento gostoso que o pós punk proporciona. Com duas músicas em seu bandcamp, a guitarrinha e o clima joy diviano contempla cada segundo de audição daquele que atrever-se a despertar a curiosidade pelo novo. Conheci por conta do mestre Villaverde e favoritei na aba de meu browser.

Foto da capa por: Lucia Marques

ouça / conheça aqui:





Tropicalizando a quentura sonora, apresento-lhes a Aloha Haole, bandinha damassa de surf-punk lá de Teresina. Em fevereiro desse ano saiu "Summer on Mars" pela Läjä e que mostra o poder do instrumental do power-trio. São oito músicas que mostram uma boa mescla de surf music, punk, garage rock e pinceladas de stoner, ótimas de ouvir dando um rolê de skate pelas marginais da cidade. Aqui está mais uma maravilhosa banda desse nosso esgoto sonoro.


ouça aqui:





Hardcorizando pra valer nesse seboso espaço, a B'URST! soltou no ano passado um épêzim com quatro cantigas. Com uma pegada NYHC cabulosa e sem massagem, "Grim Machine" é pesado, consistente e agradou muito a minha podre audição. Hardcore straight edge da melhor qualidade!

ouça aqui:

15.4.17

Novidades Atrasadas #01



Olar pessoas que ainda torturam por habitar neste pobre espaço. O ritmo das resenhas mudou um pouco aqui no escritório, e pra dar um pouco mais de dinamismo nos sons que gosto/gostei de ouvir e que falta tempo pra escrever de formar mais (in)decente, de tempos em tempos vou postar um apanhado das coisas que me agradaram pra possibilitar uma melhor interação com quem ainda lê essa doidice aqui. Esse é o primeiro de vários, ou não, entón non espere muito de mim. Obrigada.






Começo pelo novo play da Futuro, banda que já acompanho há algum tempo, e que com o passar dos anos o bagulho que esse clã produz só melhora. Em "Torre da Derrota", épêzinho de seis torpedos sonoros ("Réptil" é a minha preferida), o esquema segue a mesma linha dos derradeiros trabalhos do conjunto, é hardcore-punk reverbado com boas distorções alucinantes. 

ouça e tire suas dúvidas aqui:



Seguindo o ritmo frenético nesse feriado de cristo, apresento-lhes a Manger Cadavre? e o seu EP intitulado "Revide". Aqui não tem amolação, é crust/hardcore agressivo do começo ao fim com muita qualidade e muita critica social. Destaco sempre a força do vocal da Nata de Lima, da produção e letras. "Iguais a nós mesmos" é a minha predileta, e se você está procurando agressividade sonora, esta banda é o bom achado. Ouça!



Agora falando do que eu mais pirei ultimamente foi na Herzegovina, post punk lá do Rio de Janeiro e que conta com o Rafael Crespo (Planet Hemp, Polara) no vocal. Pegada oitentista da boa e que incorpora todas as boas referências do estilo pra fazer um som original e contagiante. Bebo e ouço, ouço e bebo sempre que possível, e recomendo sem hesitar. Banda foda!!!



A desgracêra vira e mexe aparece por aqui, e pra manter a tradição do caos a Oxiürus chega pra depurar o ouvido alheio com o seu grind/crossover infernal. Rapaz, isso é de coçar o furico até fazer casca de ferida, gutural maravilhoso e agressividade extrema. Sonzeira foda bicho!




Desse lado de cá, perto do meu aconchego, finalmente eu falo da Frieza. Banda daqui de Goiânia que acabou de sair do forno e que aventura no ritmo sombrio do Doom Metal. Na verdade isso aqui é bem mais que doom, é metal feito com seriedade por pessoas gabaritadas que passaram por longas aulas de audição com xs deusxs do gênero. Referência ao audiovisual é presença marcante, com citação ao maravilhoso filme Paris, Texas, Network e ao mestre dos mestres Antônio Abujamra. Arrisco a dizer que este é o trabalho mais impressionante que ouvi desde o trampo do Dom Casamata . Com um trabalho gráfico bem bonito feito por Diogo Poelzig, finalizo meu relato elogiando todo o contexto da banda, que soou muito introspectivo, pessoal, e amplo para as interpretações. Gostei muito.

ouça essa paulada aqui:



Finalizo esse forró de cego das indicações com o disco póstumo da Change Your Life. Bandinha de Santo Antônio da Patrulha/RS que eu ouvi bastante num passado não tão distante e que soltou um EP pela Punch Drunk (selo do amigo e lenda viva Daniel Villaverde). Fastcore, grindcore, powerviolence e tudo que for rápido/curto você encontra nesse registro que conta com nove cantigas apocalípticas. O chicote estrala na lomba e deixa marcas profundas. Maravilha de som. Valeu, falou!


 


obs.: esse post foi escrito ouvindo Velvet Underground e bebendo latão de kaiser


1.4.17

Ostra Brains - SIRIHORSE - EP (2017)


Seguindo o ritmo lento das postagens neste sítio, volto pra relatar sobre o maravilhoso registro recém lançado dxs cariocas da Ostra Brains. Conheci a banda uns tempos atrás e foi paixão à primeira ouvida, e nessa semana que passou fiquei sabendo deste lançamento e tratei de depurar a audição, ora no trampo, ora em minha residência.
"SIRIHORSE" é um épêzim que chega com quatro musiquinhas delirantes, todas com aquela mistura gostosa de punk/garage rock/riot grrrl, contando com uma versão de "Babi Índio", da fase new wave dos Titãs. Pra quem gosta de vocal feminino, som desajustado, rock simples e sincero e anda nessa pegada Deb and The Mentals, Futuro, Renegades of Punk e adjacências, o disquinho é super recomendado. O lamento fica apenas que poderia ter mais cantigas pra ouvir. #trieste



Ouça o EP aqui:

12.3.17

Vídeos pra nocegar durante a semana no trampo



Segundona tá aí, você já sentido a azia da convivência com colegas e chefia, o 3g que já foi pro pau e a alternativa é tentar larapiar a net de algum departamento, burlar o proxy bloqueado e ser feliz assistindo vídeos educativos e atrasando o compromisso da data da entrega do que lhe foi ordenado.
Minimizar é necessário, cagar por horas no banheiro também é uma opção e aperfeiçoar a visão periférica pra não entregar o jogo é necessário. Abaixo algumas películas que achei interessante colocar aqui. Obrigada.



Tem a cantiga nova da Futuro, "Mind Corruption" fará parate de um novo épêzinho que deve tá por esses becos em breve




Tem uma entrevista doida com o Supla feita pelos Meninos da Podrera


Tem um show completo do Fugazi em BH que alguma alma caridosa jogou no na rede. Esse já tá no reino dos céus.



O A Tribe Called Quest arregaçou no Gramy, e aqui tem um vídeo caseiro de como foi o esquema



Mannequin Pussy é foda, e esse live eu gostei de assistir, por isso tá aqui.




Tem a insanidade eletrônica do Fartbarf num programinha que rola dentro de uma van/bus que achei massa



e pra finalizar tem essa sutileza de pessoa, exemplo máximo de paciência



6.3.17

Faca Cega - S/T - 7'' (2016)



Ainda sacando os lançamentos do ano que passou, chego aqui pra apresentar o bom registro de estreia da banda Faca Cega, oriunda de Curitiba. Alguém (que agora não lembro) tinha me falado desse som em algum rolê doido, e nesse longo feriado resolvi sacar e gostei do que ouvi. O esquema é basicamente punk rock, mais acelerado do que o habitual, com ótimas melodias e letras, recomendado pra quem vive de forma desajustada e sem encaixe nesse submundo social podre. "Tomaz Green Morton" (sim, é aquele doido que entortava colheres) foi a cantiga que mais gostei, porém a sonoridade é tão boa e rápida que se você cochilar, além do cachimbo cair o épêzinho acaba. A versão sete polegadas conta com 6 músicas, lançado pela Zoom Discos e Red Star, já a versão digital conta com mais duas músicas de lambuja. Pra quem gosta de punk acelerado e sujo, esse registro é altamente recomendado. Ouça!

ouça aqui:



2.3.17

New York Against The Belzebu & Lo-Fi - Split 7'' (2017)




Passado essa sodoma e gomorra que este país divulga pelo codinome de carnaval, este sítio retorna as atividades normais. Eu tento sofisticar isso aqui, mas a verdade é que a tosquice me consome como uma droga barata estourada na lateral final da lata, por isso essa doidice vai continuar assim, sem rotina definida e só com sons que eu realmente gostar, sem patifaria de visualizações, tapinha nas costas ou likes. Dado o breve recado, chego aqui com muita ressaca pra falar (como sempre) de um registro maravilhoso que reúne as bandas Lo-Fi e New York Against The Belzebu. A primeira já é conhecida desse espaço, e a cada ano que passa parece que a mente dos cabras oriundos de São José dos Campos só piora. Digo isso por conta desse split que ouvi nesse feriado, umas das paradas mais legais dentro da sujeira sonora punk que ouvi nos últimos meses. Cada registro da Lo-Fi é uma surpresa, pois não segue um padrão sonoro e pode agradar ou não os seus ouvidos. Pra mim, esse aqui é disparado o melhor trampo deles, acho que é por conta do meu gosto por sons podres, e aqui a pegada meio Poison Idea (fase Pick Your King) com boas doses de garage rock americano dão o bom tom das 5 faixas presentes nesta compilação. Destaque para a canalhice de sempre deste trio ternura, para as cantigas Four Letter Word / What is a Justice e pela coragem de sempre arriscar em algo novo.

A parte do NYATB é a tosquice doida de sempre, grind/noise rápido e sem chamego pra agradar o ouvido alheio. Aliás, conheci a banda com aquela versão clássica deles do Scum do Napalm Death, e confesso que achava que estes estavam em bom aposento. Tinha tempo que eu não ouvia coisas do tipo, e deu pra perceber que eu ainda gosto desses noise core doentio, apesar que nos dias atuais eu estou pendendo mais pra coisa boogarins (mas ainda não uso camisa florida com botão), e pra quem derrete a mente na anti-música, estes sons são boas companhias pro descarrego sonoro.

Das informações que obtive ( e que não foi difícil #rizos), o With Doubt On The Ways Of God deve ser lançado em formato 7 polegadas pela SPHC Records e que essa fritura de arte de capa é de responsabilidade do perturbado Lobo Ramirez.  Bom, ouve aí e tire suas conclusões disto, que eu já relatei a minha por aqui. Voltei.


Ouça o Split aqui:

10.2.17

Desastre - Espiral de Barbáries (2017)




"Viajei, voltei pra você, voltei pelos lokos, voltei pelos pretos e pelas verde conseqüentemente...". É isso boas amizades, depois de uma pausa nas comemorações de final de ano e de uma recuperação lenta de uma maldita dengue, eis que este sítio retorna nesse dois mil e dezessete contrariando as estatísticas e rascunhando sobre bandas que seus colegas de trabalho desconhecem. Dessa vez chego com um material fresquinho, dichavado e bem bolado, diretamente do submundo virtual de escuta streaming para este podre espaço. A bola da vez é o material novo que marca o retorno definitivo da Desastre (lendária banda de metalpunk goianiense), que depois de quase 10 anos soltou há alguns dias sons inéditos que deram uma boa agitada nas redes sociais. 
Resolvi clicar no endereço do bandcamp da banda pra depurar a novidade, já que tinha ficado um tanto curioso, muito por conta da nova formação. O material divulgado e que recebe o título de "Espiral de Barbáries" possui 4 músicas e pelo que eu li, o esquema sairá em formato long play (LP) junto com a Death From Above (d-beat daqui de Goiânia). A pegada clássica do metalpunk está bem viva nestes novos sons, valorizando bastante os vocais e as linhas de guitarra. Com uma gravação bem limpa, confesso que esperei por algo mais denso na questão da sonoridade, e isso me surpreendeu de forma positiva. Destaco "Caminhos Tortos", "Espiral de Barbáries" e o material como um todo, que pra mim e para meus pobres ouvidos soou impecável. 
Banda clássica de volta merece esse post, nem que seja tosco, ainda mais a Desastre que fez parte de meus rolês chapados. Apresentações épicas e boas amizades feitas nesse ambiente subversivo são fatos que marcam e que batem uma certa nostalgia, portanto vale ouvir cada segundo dessa nova fase da banda e fortalecer de alguma forma o underground. Valeu!

Página da banda: Desastre

Ouça aqui: