ALZHEIMER PODCAST

pra esquecer das coisas ruins, pra lembrar das coisas boas

MARY O AND THE PINK FLAMINGOS

Surf-punk psicodélico do jeito que diabo gosta

PAQUETÁ

O fino do surf music underground

31.5.12

Baixo Calão - Edadinamuh (Vídeo Clipe)




Baixo Calão é uma banda de grindcore oriunda de Belém-PA. Nesse ano de 2012 os cabras completam 16 anos de resistência e estão vindo com o excelente disco "Atmo Madiokra". "Edadinamuh" é a faixa que abre  a "bolacha maria" e ganhou um vídeo clipe que tu pode conferir logo acima. A cantiga fala da desgraça que é o ser humano e só. Banda fudida, lenda do norte e clipe dos bons. Abraço para o brother Leandro Pörckö e pelo excelente corre que faz com a banda!

24.5.12

Enema Noise & Valdez - Mais do Menos - Split (2012)




Não é novidade pra ninguém que a gente aqui do blog gostamos muito dessa parada "façaXvocêXmesmx" e a gente anda recebendo muto material em nosso escritório desse naipe e dessa vez venho mostrar um split bacana que conta com as bandas Enema Noise e Valdez. O Enema Noise é de Brasília, faz aquele gostoso rock de garagem gritado (e bem feito, por sinal), já vi uma apresentação dos cabras aqui na cidade e lembro que gostei muito dos raparigos no palco. Pois bem, os joviais estão vindo com um novo registro na praça, feito de forma artesanal, papel pardo, carimbo (veja o resultado na capinha acima) e recortes. "Mais do Menos" contém três cantigas e o destaque vai para a faixa "Autofagia" que conta com a participação do Nenê Altro. Oriundos também de Brasília, o Valdez faz um som que é uma mistura de stoner/garage/punk e vem com duas musicólas no split, destaque para a faixa que tem o nome do disco "Mais do Menos".  Bom, indico esse disco para aqueles que gostam de rock e não se prendem a estilos, pois o registro tá lascado de foda e se você anda com aquela dor de dente infame, que não te deixa dormir e nem viver dignamente, vou passar uma simpatia supimpa para que essa enfermidade suma de vez: Ouça esse disco no talo, beba cana com arnica durante a audição, coloque 1 dente de alho debaixo de seu travesseiro e depois de dois dias coloque no arroz e coma. As fezes produzidas dessa comida, pegue e queime, depois vá para a beira de um rio e jogue de costas. Pronto, nunca mais você sentirá dor de dente.
Voltando, disco muito bom, vale muito ouvir e ter esse registro em mãos.


Myspace: Enema Noise

Myspace: Valdez

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20.5.12

Ferramenta - EP 7'' (2012)




Ferramenta pra desmontar o já feito e reconstruir de outra maneira essa falida engrenagem chamada sistema. Oriundos da cidade cinza, São Paulo, Ferramenta é um power trio formado em meados de 2011 com influências da rua, do bairro, da cidade. Os operários libertários que constroem  esse conjunto terrorista nas ideias  e que vem sendo erguido peça por peça, enferrujadas e de difícil aperto são: Régis nos dizeres e fazendo da bateria a sua britadeira para quebrar os concretos dessa sociedade alienada, André nas falas e fazendo de sua guitarra a motosserra que serra os preconceitos que esse sistema planta nas ruas e Raphael que faz de seu baixo a foice que poda as injustiças diárias vistas nas ruas, tv e jornais.
Os cabras estão com seu primeiro trabalho na área, um EP 7'' soltado esse ano e que possui 6 sons rápidos, politizados e que faz você pensar e não ficar inerte perante os fatos. Ferramenta é isso, desconstruir e montar de outra forma, fazer essa engrenagem girar em nosso sentido, nos dando um sentido. Então é isso, a banda é nova, é foda e deixo aqui um agradecimento aos integrantes da banda pelo contato, deixo aqui também o excelente e bacana sítio da banda (clique aqui), lá tu pode ouvir algumas cantigas desse EP, baixar e tudo mais...
Beyjos crianças, até a próxima.


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18.5.12

Slag - Slag (2012)




Rápido como um batedor de carteira num ônibus lotado em horário matinal de pico. Essa é a melhor definição para o que os raparigos do Slag fazem com o som que sai das caixinhas velhas de meu micro system. Os cabras são de Paulínia-SP e estão vindo com seu álbum debut que sucede o excelente EP lançado no ano passado. O debut tá rapidéx, muito bem gravado, cantigas que mal passam de 1 minuto, letras críticas e sarcásticas. Meu destaque vai para a cantiga "O chester, a galinha preta e a bandeira", mas o disco todo é lindão e te deixa com aquela vontade (coceirinha no foba) de ouvir sempre mais, vai por mim, lyndx ouvinte/leitor(a). Capa lascada de massa, 10 musicólas delícia e vai aqui uma dica: se tu topar com algum infeliz que acabou de se regenerar da vida das drogas e fica com aquele infame invento (quem inventou essa praga, merece sambar descalço no asfalto quente das 3 da tarde), pequenas caixas de som com entrada para "pendrávi", dentro do ônibus ouvindo no último volume aqueles cantos do Diante do Torno, seja ignorante, fale que já foi bandido e peça para o jumento abaixar aquela porra e force o dito cujo a ouvir esse disco à força em volume máximo, segurando os fones com muita força nos ouvidos do cabra. Atitudes assim tendem fazer a humanidade melhorar e ser mais útil em lugares/veículos públicos. Ouça e baixe esse disco, a parada tá classe.


Myspace: Slag

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16.5.12

Entrevista - Banda Coerência



Bom, lyndos e lyndas, entre idas e vindas de cabarés porcos da periferia da cidade, a gente do blog licor de chorume (BLC) resolveu levar um papo com a banda de hardcore melódico goianiense Coerência, o resultado dessa fuleragem vocês podem conferir nas linhas abaixo. Bruno, Victor, Régin e Katira bateram aquele lero goxtoso com os empenados desse blog e a resenha está aí, para você ler comendo torresmo com tiquira ou bebendo o refrescante refrigerante  Leão de Judá. Beyjos e boa leitura (ou não).



BLC - Vamos ao básico, quando surge a banda Coerência e qual a intenção como banda?

Em 2009 a gente entra em estúdio pela primeira vez e começa a experimentar e criar. Depois de alguns meses fazemos nosso primeiro show em 2010. A intenção sempre foi nos divertir, levar mensagens sobre o nosso cotidiano e o que acreditamos. Sempre tentar encarar as coisas de uma forma positiva

BLC - Quais as principais influências da banda?o que estão ouvindo atualmente?

Aquela escola californiana dos anos 90 junto com Dead Fish, Street Bulldogs e Garage Fuzz foi a base de tudo. Colligere, Bane e H2O também fazem parte dessa bagunça que a gente vem criando.

BLC - O que estão ouvindo atualmente?

Katira - O Inimigo, RVIVR, Defeater, Zander, Silverchair, RxDxPx e Minor Threat, Gorilla Biscuits e Black Flag que nunca faltam.
Victor - Pantera, Slayer, Mastodon, Isis, QOTSA, Pelican, Zander, Down e grunde em geral.
Régin - Your Demise, Bane, Champion, Rise Against e Dead Fish
Bruno - Close Your Eyes, Descendents, Foo Figthers, Garage Fuzz e H2O

BLC - O que acham da cena goiana (se é que existe pra vocês)?

Bruno - Penso que não existe "a" cena, mas sim, cenas no plural. Existem várias redes de pessoas que organizam shows e frequentam esses espaços. Percebo uma segmentação que passa pelas preferências individuais mesmo, questão de identidade e afinidade. Todas essas redes de produtores e bandas precisam entender a dinâmica pela qual passamos, e as novas maneiras de viver a música pera resignificar o que chamamos de "shows". 

Katira - A cena? Isso é tão complicado, né. Acho que o hardcore não tem o valor que merece, as vezes nem por culpa dos "grandes selos", mas por culpa das bandas também. Vejo muita gente reclamando por não ter espaço pra tocar, que ninguém chama e blablabla, mas não faz por onde. Só fica sentado esperando, aí não funciona mesmo não, hardcore é levar, ir e fazer e não esperar. Acho que temos o que merecemos.


BLC - Vocês transitam bem nas duas cenas undergrounds da cidade. Uma conta com estrutura muito boa e vaga (muita das vezes) por parte da formação do público, a outra conta com estrutura um pouco precária, porém, com muito conteúdo bacana para ser absorvido. Pode nos dizer da diferença que é tocar nesses dois ambientes? E o que acham de bandas de hardcore daqui da cidade que rejeitam tocar em lugares com pouca estrutura?

Bruno - Existe uma variedade grande de shows e público mesmo. esse trânsito a gente acha importante, e enquanto o canal do diálogo estiver aberto, vamos aproveitar. Estrutura é um termo que é muito variável, não é? Acredito que quando você sente uma conexão com aquele espaço e tem uma aguinha pelo menos, pouco importa, mesmo se estiver somente a banda ali dentro, vamos dar o melhor de qualquer forma. Lugares pequenos ou maiores, com pouca ou muita estrutura, tanto faz, você sempre pode se surpreender e sair mais feliz depois do show. 
Bandas que rejeitam tocar em lugares com pouca estrutura? É o seguinte, a experiência de cada um é impar. É importante ter honestidade por parte do organizador e da banda. Abre o jogo e fala que tipo de estrutura que quer e a oferecida e decidem ali numa boa. Já saí pouco satisfeito de shows com grandes estruturas e no fim ainda me deparo com uma bando de rock star figurão comendo do bom e do melhor no tal do camarim. Onde está o dinheiro pra pagar as bandas mesmo? Festivais com verbas públicas, apesar da estrutura, não estão praticando o retorno social e nem investindo nas bandas que no final das contas é quem garante tudo.

Katira - Isso é engraçado. Acho foda tocar em festivais bem estruturados, som bom e tal. Nunca encaramos isso de uma forma negativa. Por mais que boa parte do público ali não é o que gosta do som ou não conhece, tocando ali é uma possibilidade de novas pessoas conhecerem, buscar mais bandas parecidas e se interessarem mais.
Agora tocar em lugares pequenos, "sujos" e "suados" como é visto por aí, é muito mais orgânico, né. Não tem essa diferença de público e banda, de quem estar ali realmente estar porque quer ver, isso é muito foda. As vezes acho que a Coerência excluída dessa "cena hardcore" pelo fato de não negarmos onde tocar. Já fomos criticados demais por tocar, por exemplo, na Remanescentes. Mas é isso aí, não temos preconceitos, não escolhemos onde tocamos. Só tocamos!
Tá certo que eu não gosto de tocar em lugar com um som que não dá pra entender o que tá acontecendo, mas essa não é a realidade. O Old, por exemplo, tem um som que pra mim tá de boa. Um espaço legal e um som razoável, basta! Se é o que temos, sabemos lidar com isso. Se for pra se dar e esse luxo, perde a graça.

BLC - Falta mais bandas de hardcore melódico na cidade, acha que o estilo sofre preconceito por parte do público por ser um estilo que explora mais a melodia e os sentimentos nas músicas e letras?

Acredito que é uma questão de afinidade. Tem quem gosta e quem não gosta. Tem quem gosta, mas prefere ficar em casa. A música é uma parada dinâmica e plural, você tem vários gostos e algumas ondas de predomínio. O importante é continuar e procurar a própria banda. É, só posso dizer por nós mesmo, que não temos vontade nenhuma de parar.

BLC - Recentemente vocês saíram numa coletânea organizada pelo Nenê Altro. Foi surpresa essa escolha para a banda? E o que pensam a respeito desse tipo de iniciativa de pessoas/selos de organizarem coletâneas, sejam elas virtuais ou físicas?

Depois de dois shows que fizemos com o Dance Of Days, ele se mostrou interessado pelo som da banda, então a surpresa nem foi tanta, mas ficamos felizes e empolgados demais. Nenê pra mim, é um cara foda, mesmo com tantos dedos apontados, tantos falastrões, o cara tá sempre fazendo e fazendo. E isso é o que falta por aqui.

BLC - Percebemos que vocês tem uma boa articulação virtual, quais são os pontos positivos e negativos na visão da banda?

Internet é uma ferramenta fundamental que temos em mãos, então é saber aproveitar da melhor forma. Acho que conseguimos muito até hoje por causa da internet: amigos, contatos fora da cidade e mais um monte de coisa. O foda é você se prostrar e querer depender só dela. Não adianta você ter mil amig@s na página da sua banda se 17 vão ver você tocar.

BLC - Qual o recado que a banda deixa para aqueles que desejam montar uma banda de hardcore melódico?

Ande muito pelas ruas. Escute muito Bad Religion, Descendents, Garage Fuzz, Zander, Noção de Nada, Dead Fish, BANE, H2O, Colligere. Coloque-se nas músicas. Umas das marcas de um show de hardcore é você ver a banda dentro daquilo que cria.

BLC - Quais são os próximos objetivos?

Um CD! Estamos analisando ideias para levantar fundos pra conseguir essa empreitada. E também, ampliar nosso diálogo tocando fora...São Paulo, Minas, Nordeste, Sul, Norte.

BLC - Bom, é isso galera, agradecemos a atenção e fiquem avontis para deixar a mensagem final. Abraço.

Valeu trutas. O licor cumpre um papel importante e agradecemos o espaço. Quem quiser conferir mais, é só procurar nossa página no facebook e buscar por "Coerência".


Abaixo segue o vídeo da música "Viver e Navegar"


9.5.12

7 Dias de Massacre - Desesperança - EP (2012)




7 Dias de Massacre é uma banda oriunda da querida Recife-PE. Os cabras estão na ativa desde 2009 com os pés fincados no crust/grind e com a real intenção de espalhar as mensagens e as indignações diárias nos becos desse mundo sem concerto. A banda soltou, após muitas dificuldades, o EP "Desesperança" no mês passado (Abril/2012). O registro contém 4 cantigas que falam do ódio, da realidade cruel que o ser humano é exposto em seu cotidiano. O som dos bacharéis é de qualidade, timbre dos bons, gravação excelente e encartes muito bem elaborados, meu destaque no disco vai para "Maníaca Obsessão" faixa que abre o disco e fala da noite, do estupro, do que as pessoas se transformam quando a noite cai. Gostei demais do disco, agradecer ao guitarra da banda Maurilo que entrou em contato conosco e falar que o blog continua firme e forte, odiando playboys, skins, fascistas que se escondem atrás de dreads/bandas/falsas ideias libertárias e que vamos continuar com as mesmas atitudes, alfinetando e incomodando aqueles que se sintam com o fiofó ardido com as nossas cutucadas sarcásticas e irônicas. Aliás, a banda é muito foda, vale muito ouvir e conhecer, abraço.

Obs.: Mantenha afastadx das falsas amizades e das pessoas que se fingem doces pela internet. O ser humano é bem pior do que você imagina. Beyjos.



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2.5.12

Heretic - Opus Heretika (2011)




Sinceramente bixo, tinha tempo que eu não ouvia metal com uma qualidade tão surreal feito aqui no Brasil, e ainda mais vindo daqui de Goiânia. Estou falando do conjunto goianiense Heretic, que faz um metal instrumental que deixa qualquer fã do estilo com o fiofó no chão. A banda conta atualmente com Guilherme Aguiar (Spiritual Carnage), Laysson (Spirits Of The Shadows) e Diogo Sertão (Symphonic Tragedy) como integrantes desse clã. "Opus Heretika" é o primeiro disco dos cabras, soltado em SMD (aquela mídia patenteada por uma dupla sertaneja) e a sonoridade é uma mescla de influências de som indiano (seria isso mesmo?), do metal pesado, música clássica e mais uma pá de mistura pesada boa. Sei lá mano, nunca vi algo parecido aqui na city, demorei pra chegar até o som e me surpreendi muito. Já conhecia a competência e a qualidade dos integrantes, mas a originalidade e a qualidade do som me ganharam sem precisar me comprar. A qualidade gráfica também é o outro destaque da banda, possui um site muito foda (buzina aqui) e lá tu pode baixar esse disco que disponibilizo, saber mais sobre a banda e tal. É uma pena que a cena metal daqui da cidade tenha enfraquecido de uns tempos pra cá, pois essa banda merece muito ser bem reconhecida e valorizada. Saca aí o som dos bacharéis, lyndxs, garanto que vão se surpreender, sério mesmo, som assim dá gosto de ficar ouvindo por horas...Beyjos.

Myspace: Heretic

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