ALZHEIMER PODCAST

pra esquecer das coisas ruins, pra lembrar das coisas boas

MARY O AND THE PINK FLAMINGOS

Surf-punk psicodélico do jeito que diabo gosta

PAQUETÁ

O fino do surf music underground

15.4.17

Novidades Atrasadas #01



Olar pessoas que ainda torturam por habitar neste pobre espaço. O ritmo das resenhas mudou um pouco aqui no escritório, e pra dar um pouco mais de dinamismo nos sons que gosto/gostei de ouvir e que falta tempo pra escrever de formar mais (in)decente, de tempos em tempos vou postar um apanhado das coisas que me agradaram pra possibilitar uma melhor interação com quem ainda lê essa doidice aqui. Esse é o primeiro de vários, ou não, entón non espere muito de mim. Obrigada.






Começo pelo novo play da Futuro, banda que já acompanho há algum tempo, e que com o passar dos anos o bagulho que esse clã produz só melhora. Em "Torre da Derrota", épêzinho de seis torpedos sonoros ("Réptil" é a minha preferida), o esquema segue a mesma linha dos derradeiros trabalhos do conjunto, é hardcore-punk reverbado com boas distorções alucinantes. 

ouça e tire suas dúvidas aqui:



Seguindo o ritmo frenético nesse feriado de cristo, apresento-lhes a Manger Cadavre? e o seu EP intitulado "Revide". Aqui não tem amolação, é crust/hardcore agressivo do começo ao fim com muita qualidade e muita critica social. Destaco sempre a força do vocal da Nata de Lima, da produção e letras. "Iguais a nós mesmos" é a minha predileta, e se você está procurando agressividade sonora, esta banda é o bom achado. Ouça!



Agora falando do que eu mais pirei ultimamente foi na Herzegovina, post punk lá do Rio de Janeiro e que conta com o Rafael Crespo (Planet Hemp, Polara) no vocal. Pegada oitentista da boa e que incorpora todas as boas referências do estilo pra fazer um som original e contagiante. Bebo e ouço, ouço e bebo sempre que possível, e recomendo sem hesitar. Banda foda!!!



A desgracêra vira e mexe aparece por aqui, e pra manter a tradição do caos a Oxiürus chega pra depurar o ouvido alheio com o seu grind/crossover infernal. Rapaz, isso é de coçar o furico até fazer casca de ferida, gutural maravilhoso e agressividade extrema. Sonzeira foda bicho!




Desse lado de cá, perto do meu aconchego, finalmente eu falo da Frieza. Banda daqui de Goiânia que acabou de sair do forno e que aventura no ritmo sombrio do Doom Metal. Na verdade isso aqui é bem mais que doom, é metal feito com seriedade por pessoas gabaritadas que passaram por longas aulas de audição com xs deusxs do gênero. Referência ao audiovisual é presença marcante, com citação ao maravilhoso filme Paris, Texas, Network e ao mestre dos mestres Antônio Abujamra. Arrisco a dizer que este é o trabalho mais impressionante que ouvi desde o trampo do Dom Casamata . Com um trabalho gráfico bem bonito feito por Diogo Poelzig, finalizo meu relato elogiando todo o contexto da banda, que soou muito introspectivo, pessoal, e amplo para as interpretações. Gostei muito.

ouça essa paulada aqui:



Finalizo esse forró de cego das indicações com o disco póstumo da Change Your Life. Bandinha de Santo Antônio da Patrulha/RS que eu ouvi bastante num passado não tão distante e que soltou um EP pela Punch Drunk (selo do amigo e lenda viva Daniel Villaverde). Fastcore, grindcore, powerviolence e tudo que for rápido/curto você encontra nesse registro que conta com nove cantigas apocalípticas. O chicote estrala na lomba e deixa marcas profundas. Maravilha de som. Valeu, falou!


 


obs.: esse post foi escrito ouvindo Velvet Underground e bebendo latão de kaiser


1.4.17

Ostra Brains - SIRIHORSE - EP (2017)


Seguindo o ritmo lento das postagens neste sítio, volto pra relatar sobre o maravilhoso registro recém lançado dxs cariocas da Ostra Brains. Conheci a banda uns tempos atrás e foi paixão à primeira ouvida, e nessa semana que passou fiquei sabendo deste lançamento e tratei de depurar a audição, ora no trampo, ora em minha residência.
"SIRIHORSE" é um épêzim que chega com quatro musiquinhas delirantes, todas com aquela mistura gostosa de punk/garage rock/riot grrrl, contando com uma versão de "Babi Índio", da fase new wave dos Titãs. Pra quem gosta de vocal feminino, som desajustado, rock simples e sincero e anda nessa pegada Deb and The Mentals, Futuro, Renegades of Punk e adjacências, o disquinho é super recomendado. O lamento fica apenas que poderia ter mais cantigas pra ouvir. #trieste



Ouça o EP aqui: