ALZHEIMER PODCAST

pra esquecer das coisas ruins, pra lembrar das coisas boas

MARY O AND THE PINK FLAMINGOS

Surf-punk psicodélico do jeito que diabo gosta

PAQUETÁ

O fino do surf music underground

12.3.17

Vídeos pra nocegar durante a semana no trampo



Segundona tá aí, você já sentido a azia da convivência com colegas e chefia, o 3g que já foi pro pau e a alternativa é tentar larapiar a net de algum departamento, burlar o proxy bloqueado e ser feliz assistindo vídeos educativos e atrasando o compromisso da data da entrega do que lhe foi ordenado.
Minimizar é necessário, cagar por horas no banheiro também é uma opção e aperfeiçoar a visão periférica pra não entregar o jogo é necessário. Abaixo algumas películas que achei interessante colocar aqui. Obrigada.



Tem a cantiga nova da Futuro, "Mind Corruption" fará parate de um novo épêzinho que deve tá por esses becos em breve




Tem uma entrevista doida com o Supla feita pelos Meninos da Podrera


Tem um show completo do Fugazi em BH que alguma alma caridosa jogou no na rede. Esse já tá no reino dos céus.



O A Tribe Called Quest arregaçou no Gramy, e aqui tem um vídeo caseiro de como foi o esquema



Mannequin Pussy é foda, e esse live eu gostei de assistir, por isso tá aqui.




Tem a insanidade eletrônica do Fartbarf num programinha que rola dentro de uma van/bus que achei massa



e pra finalizar tem essa sutileza de pessoa, exemplo máximo de paciência



6.3.17

Faca Cega - S/T - 7'' (2016)



Ainda sacando os lançamentos do ano que passou, chego aqui pra apresentar o bom registro de estreia da banda Faca Cega, oriunda de Curitiba. Alguém (que agora não lembro) tinha me falado desse som em algum rolê doido, e nesse longo feriado resolvi sacar e gostei do que ouvi. O esquema é basicamente punk rock, mais acelerado do que o habitual, com ótimas melodias e letras, recomendado pra quem vive de forma desajustada e sem encaixe nesse submundo social podre. "Tomaz Green Morton" (sim, é aquele doido que entortava colheres) foi a cantiga que mais gostei, porém a sonoridade é tão boa e rápida que se você cochilar, além do cachimbo cair o épêzinho acaba. A versão sete polegadas conta com 6 músicas, lançado pela Zoom Discos e Red Star, já a versão digital conta com mais duas músicas de lambuja. Pra quem gosta de punk acelerado e sujo, esse registro é altamente recomendado. Ouça!

ouça aqui:



2.3.17

New York Against The Belzebu & Lo-Fi - Split 7'' (2017)




Passado essa sodoma e gomorra que este país divulga pelo codinome de carnaval, este sítio retorna as atividades normais. Eu tento sofisticar isso aqui, mas a verdade é que a tosquice me consome como uma droga barata estourada na lateral final da lata, por isso essa doidice vai continuar assim, sem rotina definida e só com sons que eu realmente gostar, sem patifaria de visualizações, tapinha nas costas ou likes. Dado o breve recado, chego aqui com muita ressaca pra falar (como sempre) de um registro maravilhoso que reúne as bandas Lo-Fi e New York Against The Belzebu. A primeira já é conhecida desse espaço, e a cada ano que passa parece que a mente dos cabras oriundos de São José dos Campos só piora. Digo isso por conta desse split que ouvi nesse feriado, umas das paradas mais legais dentro da sujeira sonora punk que ouvi nos últimos meses. Cada registro da Lo-Fi é uma surpresa, pois não segue um padrão sonoro e pode agradar ou não os seus ouvidos. Pra mim, esse aqui é disparado o melhor trampo deles, acho que é por conta do meu gosto por sons podres, e aqui a pegada meio Poison Idea (fase Pick Your King) com boas doses de garage rock americano dão o bom tom das 5 faixas presentes nesta compilação. Destaque para a canalhice de sempre deste trio ternura, para as cantigas Four Letter Word / What is a Justice e pela coragem de sempre arriscar em algo novo.

A parte do NYATB é a tosquice doida de sempre, grind/noise rápido e sem chamego pra agradar o ouvido alheio. Aliás, conheci a banda com aquela versão clássica deles do Scum do Napalm Death, e confesso que achava que estes estavam em bom aposento. Tinha tempo que eu não ouvia coisas do tipo, e deu pra perceber que eu ainda gosto desses noise core doentio, apesar que nos dias atuais eu estou pendendo mais pra coisa boogarins (mas ainda não uso camisa florida com botão), e pra quem derrete a mente na anti-música, estes sons são boas companhias pro descarrego sonoro.

Das informações que obtive ( e que não foi difícil #rizos), o With Doubt On The Ways Of God deve ser lançado em formato 7 polegadas pela SPHC Records e que essa fritura de arte de capa é de responsabilidade do perturbado Lobo Ramirez.  Bom, ouve aí e tire suas conclusões disto, que eu já relatei a minha por aqui. Voltei.


Ouça o Split aqui: