ALZHEIMER PODCAST

pra esquecer das coisas ruins, pra lembrar das coisas boas

MARY O AND THE PINK FLAMINGOS

Surf-punk psicodélico do jeito que diabo gosta

PAQUETÁ

O fino do surf music underground

29.3.12

The Curse - Demo (2011)




The Curse é uma banda de thrash metal, oriunda de Paranaguá-PR e formada em meados de 2007. A banda segue a linha old school do estilo, influenciado pelos dinossauros da calça colada Destruction, Sodom, Exodus e demais bandas que segue essa linha. Os joviais passaram por dificuldade na caminhada e hoje conta com Pedro (Guitarra/vocal), André (Baixo) e Ricardo (Bateria). A demo dos cabras foi lançada em 2011 e conta com 4 sons, as primeiras composições dos thrashers, cantigas em inglês que faz qualquer amante do estilo chorar de nostalgia. Riffs deliciosos, vocal bem destacado e ouvindo veio em mente alguma coisinha de Violator no meio das músicas. Capinha foda, gravação de qualidade massa e aquela certeza de que aquele lance de cabelo grande volumoso, perninha de seriema destacada pela calça colada, cinto de bala de plástico comprado em loja de fantasia e toda aquela referência oitentista da parada não morreu. Ah como eu queria que tivesse uns sonzinhos desses numa jukebox pra escolher e deixar rolar nesses cabarézim treta da vida! Banda boa, se liga aí!

Myspace: The Curse

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21.3.12

Tarja Preta - Desigualdade, Controle - Demo (2012)



Tarja Preta é uma banda de punk/hardcore formada em meados de 2010 na cidade de Trindade-GO. Passando por algumas formações, hoje o conjunto fixou-se num trio tosco, três cabras inquietos com as mazelas oferecidas diariamente por esse sistema. Rafael na guitarrinha "escola Redson" e vocais, Thiago nas batidas carregadas de ódio e Vinícius no contra baixo "da contra mão da vida" e vocais. Nesse começo de ano de 2012 os joviais soltaram a demo "Desigualdade, Controle", 10 cantigas bem aos moldes oldschool do punk/hardcore nacional, letras contundentes que abordam a inércia das pessoas, a desigualdade escancarada nessa loucura dos dias corridos, vocal que gruda nos ouvidos, refrões fortes e alguma semelhança com bandas punks paulistas da década de 80 é pura influência mesmo.Tarja Preta, recomendado para xs doentes terminais que aceitam submissxs todas imposições de governos, líderes religiosos e qualquer espécie de mestre com ideias repressoras. A banda (remédio para abrir a sua mente) não precisa de receita médica, apenas de seus ouvidos, de seu inconformismo, pois a engrenagem está aí, construída e moldada há séculos para podar (de alguma forma) nossas pernas e tentar nos impedir de chegar aonde queremos. Capa muito massa, gravação goxtosa e é aquele lance, não espere por ninguém, faça você, seja você, chorar nesse mundo podre/injusto é só mais um motivo para regar as raízes desse sistema. Beyjos e até, queridxs!


Myspace: Tarja Preta

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20.3.12

V/A - ECOS DO SUBMUNDO - 6 way LP (2006)


A minha relação com esse disco é bem engraçada. Lembro-me que em certa época o Josias (amigo e a outra cabeça desse blog) chegou em mim (Genor) e falou que a sua banda, Abalo Sísmico, tinha gravados uns sons para uma coletânea e que a mesma tinha sido lançada fora em forma de vinil juntamente com outras bandas daqui do país. Altos papos e o cabra tinha me dito que o vinil tinha chegado em Goiânia e que ele estava doido pra ouvir o conteúdo/qualidade do material. Eu, maroto, garoto estilo Amaral/olho caído/andadogingadoestiloromário falei com o peito de pombo que me permitia naquele momento que já tinha escutado a coletânea, "Ecos do Submundo", pois meu irmão (Bacural, vocalista da banda Ímpeto) tinha conseguido uma cópia do disco com o Glauco Mingau (atualmente vocal/guitarra do Death From Above). Josias ficara surpreso e por alguns meses, o membro do conjunto, não tinha o registro de sua banda em mãos. Bom, agora falando do disco, ele é datado de 2006, produzido pelo Glauco (Mingau's Productions), lançado pelo selo Kilo Kontrol reKords da Finlândia, 250 cópias, arte da capa/encarte feita pelo americano Frank (Lebenden Toten) e que contém bandas como Descrença Absoluta de Belo Horizonte-MG, Abalo Sísmico da querida Aparecida de Goiânia-GO, Extrema Revölta de São Luís-MA, Utgard Trolls de Brasília, Contraste Bizarro de Sorocaba-SP e Terror Algum de Ibura-PE. Coisa fina para os amantes do punk/d-beat/raw punk. Beyjos e até...

V/A - ECOS DO SUBMUNDO - 6 way LP (2006)



Track list:
1.Descrença Absoluta - Esquizofrenia mundial
2.Descrença Absoluta - Total descrença
3.Descrença Absoluta - Não!
4.Descrença Absoluta - Vivissecção
5.Descrença Absoluta - Veneno
6.Abalo Sísmico - Clonagem
7.Abalo Sísmico - Agoniação
8.Abalo Sísmico - Guerra urbana
9.Abalo Sísmico - Subúrbio
10.Terror Algum - Confiança, desconfiança
11.Terror Algum - Sentimento de ódio
12.Terror Algum - Terror constante
13.Terror Algum - Bombas
14.Terror Algum - Vida negativa
15.Extrema Revölta - Tragédia em alcantara
16.Extrema Revölta - Brigada do ódio
17.Extrema Revölta - Devastação
18.Extrema Revölta - Punk hc
19.Extrema Revölta - Terrorismo
20.Contraste Bizarro - Arguindo...
21.Contraste Bizarro - Labuta
22.Utgard Trolls - Nuclear grave
23.Utgard Trolls - Forças do caos
24.Utgard Trolls - Homens resíduo


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15.3.12

Hardcore carioca e um peixe fora d'água


Bicudo e o Goiânia Esporte Clube
 Era sexta, um pouco chuvosa para os dias quentes de Goiânia (de dias/semanas anteriores), era um leve frescor que viria alegrar meu corpo e de tantxs outrxs derrotadxs cidade à fora. Foi um bom presente dos céus (?), pois naquele fatidico dia, um pouco mais a noite estava eu me preparando para uma boa curtição de hardcore, pois finalmente minha tosca pessoa iria presenciar os cariocas do Zander, hardcore melódico aos moldes da primeira fase de Fresno (risos), Dance Of Days e toda aquela leva do melódico nacional noventista. Era a segunda vez que os cabras pisavam por aqui (na primeira oportunidade os lyndos bailaram no El Club, uma casa da noite hype aqui da capital, e diferente do que li em algum tópico do feice-buck, que insinuava um certo boicote ao local do evento realizado na época, não fui por preconceito/rejeição ou coisa do tipo, foi por pura escassez do papel de valor mesmo.) e antes de me deslocar para o local do crime, topei com o amigo Júlio (Tirei Zero, WxCxMx, PxPxCx, Homem Cola, Ímpeto e mais um monte de inquietações boas que o jovial se dispõe a fazer), papo dos mais legais (sempre é assim, incrível!) sobre cena, shows/música, perspectivas sobre esse mundo sanguessuga e pude ter a grata oportunidade de pegar em primeira mão, o zine do cabra (Paranóia e Cale a Boca #001), coisa fina os escritos desse jovem inquieto e rigoroso consigo mesmo. Recomendo para xs interessadxs que descolem um exemplar com o cabra (paranoiaecaleaboca@gmail.com), que dentre outras coisas, possui uma entrevista sensacional com o multi-anti-homem engajado Pedro Poney (Violator, ex-Ameaça Cigana, Cidade Cemitério, Coletivo Caga-Sangue Thrash e mais uma infinidade de coisas boas/produtivas que fazem desse nosso mundo algo melhor e menos entediante de se viver...). Pois bem, com a minha pausa temporária nas bebidas alcoólicas, acompanhei o lyndo papo somente com o saboroso líquido seboso de minha saliva e mais ou menos depois de 1 hora de diálogo/muitas risadas/ideias/utopias, desci a rua 10 do Universitário (assassinada pela prefeitura com a poda das lyndas e refrescantes árvores que ali habitavam e amenizavam as minhas constantes andanças por aquela rota) dos mais felizes.
Sedel e o papo reto do Chacina
Preparado para o show, parti com a minha linda companheira rumo ao Metropolis (local da prece). Sem mais delongas, fomos direto para o local da farra e logo adentramos para apreciar a noite que prometia (ao menos para mim!). Logo vi que o Chacina (banda de hardcore/rapcore daqui da capital) estava terminando de passar o som e entre imagens do filme " Os Fantasmas se Divertem" numa tv da casa em questão e um gole numa água mineral marota, a apresentação dos bonitos começava a topo o vapor. Som impecável, me impressionei desde o início para a qualidade da acústica da casa, pelo entrosamento da banda e principalmente pela pressão/peso do som dos caras. Sedel, Cabral, Bicudo e o batera que eu não sei o nome, estão finos demais (no que diz respeito à banda, sonoridade...), muito bem entrosados no palco, com uma pegada fora do comum. O foda era ver uma galera fria e bem longe de está no mesmo clima da apresentação anterior dos cabras, no aniversário da loja Hocus Pocus realizada no Old Studio. Cerveja cara, público meio disperso e o hardcore/rapcore papo reto do Chacina mandando ver naquela casa hype da cidade. Gostei demais da apresentação, posso dizer que os bacharéis representaram bem o lance GHC (Goiânia Hardcore) da parada.
Chacina em ação
Dei um rolê para ver a galera, refrescar o corpo um pouco na parte externa casa, pagar pau para os stencils do Rustoff e logo me senti como um peixe fora d'água. Vou (tentar) explicar. Público hype, poser, goiânia rock city e tudo que eu odeio em certos grupos se concentravam ali, a poucos metros de meu cansado corpo. Paciência..., fui para ver os shows, não para abraçar a causa.
Regin (Coerência)
Com mais algumas conversas legais acerca da vida corrida/sufocante (ali estava bem longe de discutir sobre cena ou algo do tipo), me preparei para ver a apresentação do Coerência (banda de hardcore melódico daqui da cidade). Banda boa, apresentação intensa e pude perceber que os goxtosos tem um certo público fiel, que vociferam as letras com muito sentimento, coisa de espremer tanto os órgãos, ao ponto de sair uma brechinha de merda mole pelo orifício em que o oxiúro ataca. Os rapazes estão impecáveis no palco e músicas como "For you" e "Óbvio" fazem a galera perder o juízo em rodas meio agressivas (tem gente que ainda acha que roda de hardcore é lugar para demonstrar a sua masculinidade tosca) e meio engraçadas. Só faço uma ressalva, senti falta de uma sequência entre uma música e outra, no mais, foi uma ótima apresentação, com a minha pessoa meio de lado, meio deslocada com aquele público composto basicamente por pessoas vindas da "ponte pra lá" (citação clara à música "Da ponte pra cá" do Racionais, ouça e entenda minha referência.) da cidade, "da 85 pra cima", como diria o Júlio (risos).
Coerência na pressão.
Satisfeito musicalmente, percebi que a organização do evento (Vacas Magras) deu uma atenção muito legal para as bandas locais, com tempo descente para passagem de som/apresentação, diferentemente de "Edimares"/Monstro/Tatto Rock Fest da vida que não respeitam certas bandas, que o diga WxCxMx e Demosonic.
Gabriel Zander (Zander)
Entre uma ida ao banheiro, uma apreciação superficial de materiais expostos e um asco enorme com um povo que acha que atitude é ter alargador tamanho bambolê, tatuagem de lágrima no rosto e com muitas caras e bocas para fotos que possivelmente estariam em site hype da Goiânia Poser City no dia subsequente, fui ver os preparos da banda carioca Zander. Atraso de um dos guitarristas por conta da sonoridade da guitarra (que para mim estava perfeita) que não lhe agradava, o show começou com a galera empolgada e os cabras passeando o set list pelos dois Ep's, o disco full da banda ("Em Construção", "Já Faz Algum Tempo" e "Brasa" respectivamente) e o recém split lançado, o "Chumbo", disco esse que para mim é normal e sem o alarde que tanto fizeram por aí. O show foi legal, o público quase quebrou alguns equipamentos da casa, o dono e alguns funcionários ficaram com cara de apreensivos, achei os caras com um patamar acima do hardcore que eu conheço e gosto, ou seja, os bonitos estão pingando no "underground pop", foi a impressão que ficou pra mim.
xKatirax (Coerência)
Concluindo, parabéns ao Vacas Magras pela organização, gostei da apresentação das bandas, achei que o valor do ingresso poderia ser mais barato (20 reais pesa e eu sei que algumas cabeças deixaram de ir por conta do valor do dízimo) e fiquei com a sensação de que aquele público artificial não merece o hardcore (ou vice-versa) e como diria o Criolo Doido (agora Criolo e tão aclamado/venerado pela galera indie/maculelêqueusaroupadacantãoepagadelóki) em uma cantiga sua: "é nóis aqui, cêis lá, pra ninguém sair na mão". Beyjos e até a próxima.


Fotos por : Nati Simão

12.3.12

Robot Wars



Entre uma semana corrida, produtiva e meio paranóica por conta de vários projetos que ando tendo em mente, uma banda vem me acompanhando de umas semanas pra cá, infelizmente que isso seja ainda através dos fones de ouvido de meu motorola/salvador da pátria dentro dos ônibus lotados do parque atheneu.Bem, falo do Robot Wars, dupla de Aracaju que descobri através dessa lascada entrevista publicada pelo amigo Júlio (Homem Cola/Ímpeto/PxPxCx/Zine Paranóia e cale a boca e mais um monte de inquietações produtivas.) em seu feice-buck. Desde então, apaixonei pelo som e pelas ideias caóticas que o conjunto espalha numa espécie de crust melódico/neocrust/som catastrófico com a tecnologia como o tema principal focado pela dupla (que tem Ivo, membro e ex-membro de bandas do naipe de xReverx/Triste Fim de Rosilene/Renegades Of Punk), num clima totalmente desesperador que deixa o ouvinte com uma saliência fudida na massa cizenta produtiva do cérebro. Sei lá, viciei na parada, recomendo pra você que não tem perpectivas boas para o futuro, mas que mesmo assim desafia o sistema ao seu modo, fazendo de sua estadia nesse mundo algo menos sofrível e mais produtivo para os seus próximos. Ouça a banda aqui. Beyjos.


Myspace: Robot Wars (não...)

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5.3.12

Orgasmo de Porco & Violent Illusion - Banana - Split (2011)




"Banana" é um split de 2011 que reúne duas lyndas bandas da cena interiorana paulista, Orgasmo de Porco e Violent Illusion. O Orgasmo de Porco é de São José dos Campos e os raparigos tiram um lyndo trhashcore/crossover pra fã nenhum de DxRxIx/aba reta emborcado botar defeito, é uma ode oitentista de uma qualidade muito foda, destaque para a faixa 3 "As vezes eles voltam", cantiga que faz você pegar o cabo de rodo de sua casa e ficar imitando os riffs do Spike. Se liga aí, a banda é excelente. Do outro lado surge o Violent Illusion, de São Carlos, também com seu thrashcore/crossover com algumas pitadas de rapcore. Letras em português, destaque para a música "Sob meus olhos", que fecha o split de forma gostosa e rápida. O registro é uma raparigagem das boas, bom pra você que vive perambulando em recintos "familiares" de beira de estrada ou que gasta esgotos de dinheiros em jukebox pra ouvir Amado Batista às 2 da matina de uma terça chuvosa numa mesa solitária em boteco que contém mesa de sinuca levemente empenada!Beyjos e até a próxima, queridxs!




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2.3.12

Nervosa - Masked Betrayer (Official Video)

Nervosa é uma banda paulistana feminina de Thrash Metal. Formada por Fernanda Lira (vocal/baixo), Prika Amaral (guitarra/backing vocal) e Fernanda Terra (bateria), a banda está com um excelente vídeo clipe da música "Masked Beatrayer", recém lançado. Se tu gosta de Sepultura das antigólas, Exodus, Slayer e essas porcariadas todas, a banda é uma ótima dica para audição. Confira logo abaixo, o ótimo clipe das garotas. Beyjos e até mais, queridxs!