16.10.12

Entrevista (ou quase isso) com Júlio (Tirei Zero, WxCxM, PxPxC, Ímpeto)




E aí negadis? Muito tempo sem entrevista legal, fiquei matutando em botecos sujos da periferia de Goiânia em quem eu convidaria para um lero sem pretensão de status (ou algo que o valha.). Primeiro resolvi convidar alguém da cena local que produz shows, toca em bandas e possui outros projetos adjacentes. Peneirando em minha mente - do mesmo naipe quando se coa caco de vidro moído em meia calça pra fazer cerol - cheguei na figura elementar de Júlio César. O cabra, apesar de novo, já é velho de cena e tenho certeza que você já ouviu algum som em que o jovial participa, já presenciou algum espetáculo que o bonito organizou ou até mesmo leu algum escrito desse lindo cabarezeiro. Portanto, fique aí com esse lero e até mais ver.


1 - Primeiramente relate o início de tudo. Conte aí, cabra, como foi seu primeiro contato com esse mundo torto do hardcore/punk? Quais foram suas referências iniciais?


Muito obrigado pelo convite, Genor. Não me lembro de ter respondido uma entrevista desvinculada das bandas que toco, com um foco mais pessoal mesmo. A baixa auto-estima de costume vai pras alturas com esse tipo de coisa, hehe. Pô, não tenho uma lembrança fresca e específica de quando foi o primeiro contato com o punk. Acho que me encontrei com essa coisa toda lá por 2001 ou 2002, pelo meu irmão mais velho e por um cara que ainda mora aqui no Goiânia 2. Sempre rolavam umas festinhas lá na casa dele, a meninada classe média-alta do grunge de Goiânia aparecia e eu só ficava olhando de longe, meio deslocado, mas de alguma forma vislumbrado com o contexto de subversão que era criado, mesmo sem me dar conta na época. Paralelo a isso eu já tava descrençado de continuar no futsal, tinha começado a andar de skate, e a disposição pro rock foi acentuando até que em 2003, fãzinho de Nirvana, Raimundos, Ramones e recém-apresentado ao Mukeka Di Rato, fui ao show do Garotos Podres no Bananada e o resto não foge muito do que é hoje. Nesse dia comprei o Gaiola e minha vida nunca mais foi a mesma. Não que haja uma relação intrínseca de punk rock com ser largado, mas deixei de ser nerd na escola, tirei minhas primeiras notas vermelhas, só queria saber de comprar disco e riscar nome de banda nas carteiras. Começamos com o Wc Masculino mais ou menos nessa época, e foi aí que passei a ter uns contatos e referências mais interessantes. A partir de 2004 eu comecei a estudar no Centro, e vira e mexe matava aula pra ir ouvir desgraceira com o Márcio Mob Ape, dono da finada loja Marc Marc. Comprei muito disco e conheci muita coisa legal com esse cara. Mais ou menos nessa época, fiquei próximo do pessoal do Ímpeto e ali formou-se a minha escolinha pro hardcore. Toda a aproximação com o Straight Edge (na época) e com o vegetarianismo veio pela pilha de zines que o Bacural me emprestou, e minha nerdice com as bandas elevou a um nível mil pelo Didi, que me passava tipo uns 20 discos a cada vez que a gente se encontrava. Com 15 anos eu tava com uma fitinha com Heresy e Ripcord gravada, ouvindo e pulando na cama. Foi tudo muito rápido, tá ligado? Outro ponto interessante foi a conexão-pequi travada (a princípio mentalmente, mas foi) com Brasília a partir do dia que vi o Terror Revolucionário pela primeira vez, no Goiânia Noise de 2003, se não me falha a memória.  Elxs já eram de casa, mas tudo foi muito novo pra mim. Disseminou uma semente que sobrevive até hoje aqui na minha cabeça. 


2 - Você é o multi-homem da cena aqui da cidade. Da produção de zines à baterista de inúmeras bandas, tu também nos proporciona belíssimos eventos e um intercâmbio muito legal com bandas de outros estados. Relate um pouco quais são as motivações pra tocar cada projeto sem desanimar nessa árdua caminhada?


Acho que é por gostar mesmo, né. Involuntariamente eu convencionei minha vida ao faça-você-mesmx e sempre valorizei a precariedade e a intenção muito além da perspectiva técnico-aprimorada e muitas vezes chata que se instaurou no nosso meio, principalmente em Goiânia. Não que não seja importante, mas esse conforto e essa exigência muita vezes estacionam num modo conformista e estagnado. Acho isso uma merda das grandes. Não quero fugir muito da pergunta, então o que me motiva é a disposição em ver as coisas acontecendo, seja lá como for. Se só temos o Old e o Capim Pub, ótimo. Pra muita gente pode não parecer, mas isso é muito pra mim. Se fazer zine xerocado me agrada, eu vou fazer. Amo o envolvimento, o fazer parte do processo ao invés de pegar o produto pronto, o “moldar de um jeito que me agrada”, mas que ao mesmo tempo pluraliza os benefícios. Bom pras bandas, bom pra quem faz, bom pro cara do som, bom pro dono do local, bom pro público... Mesmo que nunca agrade todo mundo (isso é impossível), no fim das contas a caminhada nem fica tão árdua assim, sabe. Fica é muito mais intensa e prazerosa, porque mesmo que dê errado vai dar certo. Você sempre faz novas amizades, interage de alguma forma, adquire e passa informação, aprende, ensina, ri, chora, sempre em conjunto... Se existe coisa melhor no mundo que todo esse escambo, meu amigo, eu ainda não descobri e acho que nem vou.  


3 - Ainda na esfera dos eventos, você juntamente com o Pedrim (vocalista do Tirei Zero) são os responsáveis pelo Thrash Core Fast, considerado o evento mais importante da cena já há alguns anos. Como que foi a ideia de fazer, o surgimento do belo nome, os perrengues, alegrias e se possível poderia adiantar o que vai rolar nesse ano?


A “história” (me sinto um velho falando assim) do Thrash Core Fast tem duas partes principais: a idealização, pré-Pedrinho, e a prática, depois que ele apareceu. Lá por 2004, 2005, quando eu e o Alexandre (guitarra do WC) começamos a ter mais contato com a base dos shows (fosse tocando, fosse acompanhando a correria de quem fazia), pilhamos de fazer um também. Na verdade, o que catalisou essa vontade foi o fato do WC ter tocado no segundo Caga Sangue Thrash, em Brasília. Ficamos impressionados com a magia, a insanidade, o monte de gente se aglomerando num cubículo, e voltamos pra casa com vontade de fazer algo nos mesmos moldes. Chegamos a listar umas bandas, o Alexandre chegou a fazer um flyer (o nome também é coisa dele, não faço ideia do porque nem como surgiu), mas nossa enrolação infanto-juvenil não permitiu que o planejamento saísse do papel. Até que em 2006 o Pedrinho apareceu, ficamos muito amigos e nos juntamos pra trazer pra Goiânia umas bandas que a gente queria ver, mas que ninguém trazia. Foi muito louco isso. Terceiro ano do ensino médio, pressão de família, e nós andando a pé do Vaca Brava até a Avenida Paranaíba colando cartaz do show, com balde de cola na mão e debaixo de chuva. Foram bons dias de planejamento na casa do nosso camarada Marco Túlio, pelas entranhas do Bairro Feliz. O colégio maltratando as cabeças com o aulismo pré-vestibular, e nosso mundo se reduzindo a ouvir rock, jogar vídeo game e comer a soja deliciosa da dona Clarissa. Pedrinho tinha uma grana guardada, contactei uns amigos de Brasília e daqui de Goiânia, o Totonho deu uma força com o transporte das bandas de fora, e foi aquela festa que quem viu sabe. De lá pra cá muita coisa aconteceu, mas pouca coisa mudou. A perspectiva do Thrash Core é a mesma, a coligação com as amizades daqui e de fora fortaleceu bastante, e por incrível que pareça, já vamos pra sétima edição em 2012. Nesse mundo incerto do rock, isso é um número até bom, né? Tem um monte de gente daqui que vira e mexe me pergunta sobre o show, que diz ter entrado pro rock pela espontaneidade e liberdade que alguma das edições trouxe pra sua vida e etc. Outra coisa muito legal é a união que rola pelo Thrashcore. Nas últimas edições muita gente se dispôs a ajudar com todo o tipo de correria que você imaginar. Apareceu o Bruno, tem meu irmão mais novo, você e a Nati, o Bacural, as meninas que sempre ajudam com o bar e portaria... Bicho, minha missão no mundo tá cumprida. Pra esse ano, vai vir o The Shining, da Holanda (dá pra ouvir uns sons por aqui: http://www.myspace.com/theshiningtrash), em mais uma parceria com o holandês doido naturalizado brasileiro Richard UPS, e o camarada Juberto, da Rock Mutante. Será no dia 02 de Novembro, e logo menos tudo vai ser divulgado pro mundo. 


4 - Eu te considero como o Raimundo Soldado da bateria. Classe, elegância para conduzir as baquetas e rapidez precisa nas batidas. Quais são suas influências, aqueles raparigos que você ouviu e que definiu a sua chegada até esse nobre instrumento?


Rapaz, Raimundo Soldado da bateria! Melhor adjetivo que eu já recebi na vida, obrigado! Sou carroceirão, cara. Toco mais na raça do qualquer outra coisa, talvez por moldar meu jeito de tocar só pelo que vejo dos outros tocando, além de não ter batera pra treinar. Tem muita gente que me inspirou/inspira, principalmente porque eu ouço música o tempo todo, de todo tipo. Um apanhado dos que me lembro, por ordem cronológica:

2003-2006: Renzo (DFC), Pete Sandoval (só pelo Terrorizer; gosto do Morbid Angel, mas dali eu não absorvi nada, infelizmente), Felix Griffin (DRI), Lúcio Webert (Didi), e o Bilmor (Mob Ape).

2006-2010: Barata (DER, Sick Terror, Tri Lambda e Test; mudei completamente meu jeito torto de tocar depois que vi o Barata pela primeira vez, e cada vez que vejo é uma experiência diferente, sempre incrível!), Nino Tenório (Discarga e MACE; o que me fez levar esse negócio de “toque rápido ou morra” a sério), Boka (RDP, I Shot Cyrus, mestre das viradas), David “Batera” (Violator; é carroceiro, mas me ensinou que bater forte na caixa é o que vale), e o Marcão (Ação Direta e hoje também do Dead Fish).

2011-hoje: Maurício Takara (o gênio por trás do Hurtmold, SP Underground...), Richard Ribeiro (também do SP Underground, Porto, tocou no Diagonal e no Debate), Brendan Canty (Fugazi), George Hurley (Minutemen, fIREHOSE) e o Serginho (Leptospirose).


5 - Sei que você gosta bastante de música instrumental. Como que foi seu primeiro contato com esse mundo frito das cantigas improvisadas? E o que tem ouvido nessa estética de som?


Do que eu me lembro, meu primeiro contato com música desse porte foi no Goiânia Noise de 2003, durante o show do Objeto Amarelo na quadra do Jóquei. Não é uma banda instrumental propriamente dita, mas as experimentações e a dinâmica audiovisual me incomodaram bastante. Meio que brotaram a semente do “você não precisa de voz pra dizer algo”, tá ligado? A chama adormeceu, e só voltou com gás quando saiu o primeiro disco do Eu Serei a Hiena, que explorava um lance mais post rock, mais “climatizado”, sossegado e pouco selvagem. Fui procurar pelas influências, cheguei no Tortoise e no Hurtmold e fui só subindo a ladeira. Essa conversa de música instrumental abrange muita coisa, que desmistifica a ideia de, sei lá, ser nada mais que “som de velho”, música estática e morna que “pré-conceituosamente” criam por aí. Tem muita coisa enérgica e intensa, cara. Tô pirando muito em sons eletrônicos também, o que, partindo do pré-suposto que música instrumental é música sem vocal, também se encaixa no gênero. O que mais gostei de conhecer de uns tempos pra cá foram o Mulatu of Etiopia, do Mulatu Astatke, o hipnotizante The Psychic Nature of Being, do Lichens, o disco homônimo do Elma (metal tortuoso e matemático doidasso de São Paulo), os sons novos do Hurtmold, e o ep do Mel Azul que saiu ano passado. 


6 - Aqui na cidade faltam espaços para shows, tem as famosas rés por conta de falta público em eventos, enfim..., uma pá de situação que desanima quem está envolvido com as produções contraculturais da cidade e vejo que você está sempre fazendo, produzindo algo interessante. O desânimo rola também contigo? O que motiva seguir em frente?

Ah bicho, esse é um tipo de problema que sempre existiu e infelizmente sempre vai existir. Não é um ponto de vista negativo; só acho que a perfeição pros nossos padrões de show só virá quando tivermos nosso próprio lugar, o que ainda é uma realidade distante. Fico desmotivado com a falta de compreensão de certos donos de espaço, pela pouca flexibilidade em fazer algo interessante pra todos os lados, mas não acho que seja argumento pra abrir mão do principal que é fazer. Isso não pode ser empecilho, a não ser que chegue a um extremo que te impossibilite, mas, mesmo assim, sempre vai haver uma luz no fim do túnel. É só querer enxergar. O meu ranço maior com as “produções” veio ano passado, mas num momento de mais desequilíbrio e falta de perspectiva pessoal que qualquer outra coisa. Continuo porque gosto, porque me sinto vivo e completo fazendo parte disso. Não sei por quanto tempo, mas hoje é o que de mais importante tenho comigo. 

7 - Cite um show que você queria ver/fazer aqui na cidade?


Do passado, do presente e do futuro, os que mais queria ver/me envolver seriam o Hurtmold, São Paulo Underground, Os Estudantes, The Renegades Of Punk, I Shot Cyrus (esse vai só no sonho mesmo, mas não tem problema), fazer um show do Test num fim de tarde de meio de semana em frente à Hocus Pocus, e mais um possível monte de coisa que eu não me lembro agora.


8 - E de som, o que você indica para uma boa (ou má) audição?


Seriam 10, mas aí vão 11 das coisas mais legais de ultimamente:

-Daylight Robbery: alternância de vocais homem/mulher sensacional; mais X, impossível. http://daylightrobbery.bandcamp.com/

-Boston Strangler: o hype do hardcore mundial tem razão; a fúria das grandes tá toda aqui. http://elementaryrevolt.blogspot.com/2012/07/the-boston-strangler-primitive-lp-2012.html

-Creem: hardcore carrancudo com voz de Ray Cappo, só que sem os grunhidos; http://derangedrecords.bandcamp.com/album/creem

-Elma: metal dissonante e matemático, extremamente torto, pesado e sem voz; http://elma.bandcamp.com/

-Assembleia Rítmica de Pinheiros: Guilherme Granado + Maurício Takara + uns gente boa de São Paulo. Experimentalismo e improvisação em mais uma empreitada dos mestres do barulho; http://www.hominiscanidae.org/2012/07/assembleia-ritmica-de-pinheiros-ao-vivo.html

-Badbadnotgood: clima introspectivo e melancólico brincando de jazz, feito por criancinhas de 20 e poucos anos;  http://badbadnotgood.bandcamp.com/

-Ameaça Cigana/Homem Elefante split: BGK + Poison Idea + Richmond hardcore de um lado; agonia, paranoia, cafeína e Loose Nut do outro. Meu até então predileto lançamento de 2012 no Brasil. http://ameacacigana.bandcamp.com/ e http://soundcloud.com/marc0srodrigues/sets/split-amea-a-elefante

-Gerações Perdidas: a grata surpresa de Goiânia esse ano. Gente da gente tocando o típico hardcore/punk brasileiro aos moldes do Agrotóxico e companhia Red Star Records. http://www.myspace.com/geracoesperdidas

-Prokrastination Klan: The Decline of Western Civilization de São Paulo, gravação foda e toda a sujeira que o mundo precisa. http://prokrastinationklan.bandcamp.com/

-Urutu: N.W.O.B.H.M + Motorhead; som de ouvir e cantar com a caneca de cerveja pro alto. http://urutu.bandcamp.com/

-Skate Pirata: melhores refrões do mundo. http://skatepirata.bandcamp.com/


9 - Noto que você tem uma certa facilidade com a escrita, possui uma maneira bem bacana de detalhar as situações/ mini resenhas e etc., sei também que você faz jornalismo. Em que momento uma coisa se aproximou de outra em sua vida, digo, o fato de sua boa escrita te deixou mais próximo do mundo do jornalismo?


Valeu, cara! Esse negócio de escrever sobre rock é possivelmente o que mais gosto de fazer na vida. Fico feliz demais em compartilhar e absorver informação sobre isso, mas não acho que me deixou mais próximo do Jornalismo. Involuntariamente se aproxima porque, por um lado, rola a comunicação e o repasse de informação, mas por outro eu tô sendo extremamente sincero, autônomo, indiscreto e entusiasmado, não tô vendendo notícia e nem creio que deva. Acho que o Jornalismo omite boa parte do que deveria ser escrachado, então não sei se aprovo essa aproximação. Prefiro dizer que essas coisas tão me deixando mais próximas de mim mesmo e das pessoas que se envolvem e gostam desse mundo vasto tanto quanto eu, mas da farsa que é o Jornalismo “formal” eu até prefiro que não. Ando meio pessimista com o curso, cara. A intenção ainda é terminar, mas já não tenho muita certeza de mais nada. 


10 - Achei muito foda aquele lance de você soltar podcast de seu selo/blog. Como que rola a seleção das cantigas, tem algum cronograma mapeado em sua mente ou vai de forma aleatória/indicações, enfim, como que se dá esse processo?


Que massa que curtiu! Isso foi a prática de um negócio que eu já vinha planejando a um bom tempo. Piro nos podcasts da Maximum Rock’n Roll e gostava muito de um programa chamado Underground Ways, apresentado semanalmente por uns amigos de Brasília. Minha ideia era soar parecido, meio que tomar os dois como parâmetro e fazer algo pra ver no que dava. Como tenho o laboratório de rádio da faculdade à disposição, ficou tudo um pouco mais fácil. Só cheguei com um roteirozinho, li tentando passar um ar de espontaneidade e taquei as músicas por cima. O ideal é fazer sem ler, numa dinâmica de papo mesmo, mas o pouco tempo lá não permite muita embromação, infelizmente. Nos dois que fiz, meu único critério era mapear por blocos temáticos, o que não quer dizer que eles serão fixos por todos os que virão (exceto pelo de novidades, que quero manter). Hoje mesmo tava ouvindo uma banda chamada Active Ingredients, um som chamado “I Hate MTV”, e já pensei em fazer o “bloco do ódio” no próximo programa, só com músicas com essa temática no nome. O pessoal da MMR faz muito isso. Acho do caralho. É meio doido, rolam umas aproximações ridicularmente coerentes na minha cabeça e monto os blocos, assim como todo o texto que compõe os intervalos sonoros. O produto de oito horas por dia de ineficácia laboral tem me permitido fazer essas coisas, hehe. É foda, o pensamento só conspira pro rock, mas to me divertindo demais, e impressionado que tem um tanto bom de gente se satisfazendo junto. A ideia é fazer um por semana. Vamos ver até quando eu consigo. 


11 - Agora são as bandas: pode citar as novidades dos milhares projetos musicais brilhantes que você possui?


Quanto elogio pra uma entrevista só! Já to ficando sem graça e mal acostumado, hehe. Então, voltei pro Wc a um tempinho e tamo com uns planos mirabolantes de gravar, de um jeito meio ousado e diferente do nosso convencional; deve sair até o fim do ano, se o Alexandre largar a vida cigana e o nosso plano maligno e caseiro der certo. Com o Tirei Zero, já começamos, acho que uns 15 sons, mas tá uma novela. Falta de tempo, enrolação e horários que não se encaixam, mas também estimo que até o fim do ano/começo do ano que vem deve sair o cdzinho prensado.  O Possuido sai por agora também. Gravamos 5 sons, sendo que 4 vão pro lado de um split em 7” com o Conquest For Death. Minha vontade era montar uma banda de cada estilo que eu gosto, de samba a stoner, hehe. É um plano pra aposentadoria. 


12 - E o Atlético-GO, hehehe?


Olha, 2012 foi difícil, o ano a ser esquecido dentro dessa trajetória de ascensão do Atlético. Investiu nos jogares errados, o planejamento do Goianão não foi sólido pra se manter pelo resto da temporada... O resultado não poderia ser outro. Eu lamento muito, mas agora é esperar pra ver no ano que vem. Tenho um medo lascado de o Atlético descer a escadinha e morrer no limbo da série C por mais uma década, como foi por boa parte dos anos 90. Espero que não. De qualquer forma, por ser atleticano, eu só queria deixar uma coisa bem clara: eu não tenho absolutamente nada a ver com a morte do Valério.


13 - É isso mano, valeu pela atenção e escreva o que achar que deve. Abraço e até qualquer rolê imundo, beyjos.


Eu que agradeço, Genor! Fiquei muito honrado em poder fazer parte do melhor blog do mundo mais uma vez. Fique firme, continue com a correria e pode contar comigo pro que precisar. Quem quiser saber mais dessas parafernálias físicas e virtuais que tenho me envolvido, é só ir acessando o http://pretextodevagabundo.blogspot.com que vez ou outra posto algo por lá. Nos vemos! 

Foto por: Katira

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