24.8.11

Crianças, amigos(as) e a pedra.

E aí negadis, tudo na safadagem de sempre? Se não, deixo aqui os meus pêsames. Pois bem, estou aqui novamente pra fazer um relato sobre um forrózim putêro que rolou no último sábado lá no Capim Pub, reduto tradicional da fyna sociedade goianiense que degusta com muito bom gosto e elegância das músicas do estilo punk/hardcore.
Enfim, naquele específico dia, lá estava eu mais uma vez com o ordenado bem escasso, sentindo um calor da peste(o deserto é mais úmido que Goiânia...) e com um grande receio de faltar ao glorioso evento, por conta de profundas e dolorosas assaduras situadas na região da virilha ocasionadas por conta de uma noite bem quenguêra no forró de Dona Inês. Tratamento intensivo à base de gelo, doutorzinho e hipoglós, consegui pegar o ônibus interestadual Parque Atheneu/Centro e depois de algumas longas horas e paradas em postos para urinar, consegui chegar ao local do despacho. Conhecidos, desconhecidos, pedreiros, mulheres da vida, vidas lokas e estouradores de cativeiro desfilavam com muita beleza e charme pelas imediações do local, deixando aquela tarde/noite com um glamour único e especial. Cervejinha geladis, papos descolados, tiração de onda acerca da derrota do vyla para o Americana aqui no Serra Dourada e muitas risadas nas calçadas da vizinhança davam o tom daquele belo sábado de roqueirágem doida e selvagem. Alguns "zeros à esquerda" do sistema que situavam há alguns metros das rodinhas de conversa fumavam com muita sagacidade em uma latinha levemente furada no canto inferior esquerdo da mesma algumas pedrinhas de crack/oxi, talvez pra esquecer das neuroses do dia-a-dia, talvez pra curtir a paranóia da onda, o certo é que essa porra a cada dia que passa destrói mais e mais crianças, joviais, adúlteros e idosos desse lyndo país e dessa bonita cidade, em que o verbo "ignorar" continua no presente para os detentores do poder e da sociedade em geral, bem triste essa atual situação, bem triste. Voltando a relatar sobre o cabaré de cego que estava por vir, adentrei no local e matei a saudade do melhor local para se fazer shows de caráter tosco aqui na cidade. O Capim tem uma áurea diferente, talvez pelos seus "3 ambientes", talvez pela cerveja quente ou pelo Afonsim, lá é o local em que os eventos tem que ocorrer com uma maior frequência. Pois bem, atrasos e enrolações à parte, o grupo musical de hardcore oldschool Tirei Zero dava início aos trabalhos daquela já noite meio fria e ventosa em Goiânia. Primeira banda sempre é meio canseira, pois a galhere chega meio fria para apreciar o som de caráter rápido, não se embebedam direito, não se alongam e observam mais que pogam no começo de tudo. Porém eu sempre gosto de ver o som dos amigos do Tirei Zero, hardcore simples, com letras diretas e que grudam, aliás, cantigas novas mostradas com muita elegância pelo "homem borracha" Pedrinho e demais bacharéis renomados. Suspeito que o vocal desse nobre conjunto treina os ínumeros pulos nas feiras livres daqui da capital, na sessão pula-pula com crianças satanistas, só pode mermão, só pooode! Enfim, o show foi finése e tal, mas pelo menos pra mim esse lance de espuminha nas rodas já deu no saco, tem quem goste, claro, eu particularmente cansei. Sugiro que nos próximos shows joguem carniça no pessoal.
Seguindo a rotina de um bêbado descontrolado, fui-me ao banheiro do recinto descarregar o líquido alojado em minha bexiga e eis que me deparei com um banheiro dos mais luxuosos, me lembrando muito os requintados toaletes da boate ryca daqui da cidade chamada Royal. Me sentindo um lord depois de urinar fora do vaso, saí com as mão sebosas e fui ver a apresentação dos candangos do Lowlife. E que show foi aquele companheiris, guitarrista ultra rapidéx, vocalista com cara de nerd calouro da Ciência da Computação e um forró que nem Dona Inês seria capaz de acompanhar. Gostei da desenvoltura dos joviais e do estilo Barney(Napalm Death) do tenor da banda.
Conversas em um dos ambientes do Capim, fissura em comer uma romã madura que estava dando sopa nas imediações do quintal do ambiente, adesivéx do blóg pregado em alguns locais do recinto, mais uma cervejinha no bucho, fótinhas maneiras pra ficar descolado no facebook no dia seguinte e os clandestinos, também candangos, do Innocent Kids se preparavam para a sua nobre apresentação. Particularmente gosto muito da banda, da pegada, do vocal do Totors e fiquei lembrando do último show deles que eu presenciei, que no caso foi na última edição do Brutal Fest, show esse bem massa por sinal. Aliás, a apresentação dos rapazes, no Capim, foi a melhor daquela noite, muito pela postura do vocal durante as cantigas, pelo batera que parecia possuir oito braços e por algumas crianças que adentraram ao local e deixaram o clima ainda mais legal. Diversão, uma mina retardada que não sabia o que era roda de hardcore e muito, mais muito suór por todo o corpo. Saldo após o concerto dos joviais:dois quilos a menos, assaduras pioradas e uma vontade tremenda de defecar.
Vi pouco dos shows do Death From Above e do Podrera, muito por conta do forte calor no interior do ambiente, por conta do cansaço, das conversas do lado de fora do Pub, da vontade de cagar e de minhas lyndas observações acerca de nóias e bêbados que transitavam freneticamente no local.
Resultado final dessa cabarézagem sem fim: Uma galhere considerável estava presente, atrasos que irritam quem tem compromissos, cerveja razoavelmente gelada, shows e sonoridade boas, materiais expostos de ótima qualidade e o melhor é que toda a renda daquele forró tinha destino certo, ajuda de custo para o evento de 10 anos da Insetu's Produções, que no dia 1º de outubro deste ano trará nada mais, nada menos que a lenda do punk nacional Olho Seco. Repito, mais eventos desse porte tem que ocorrer no Capim Pub, o local é, sem dúvidas, o melhor daqui da capital para se fazer eventos hardcore/punk de custo baixo. Enfim, é isso meus amores, um chêro no cangote e até o próximo risca faca. Beijo no coração de cada um!

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