29.1.10

Agressividade humana





O tema que tento expor neste texto representa, em síntese, questões que estão no meu pensamento, me preocupando intensamente, onde me vejo num labirinto intricado, não conseguindo encontrar a saída. Meu objetivo está em compartilhar um assunto que acho relevante: a agressividade destrutiva humana.

Essa agressividade está assumindo proporções assustadoras, revestindo a forma nociva da agressão. O imenso potencial agressivo, que poderia ser canalizado em benefício de atividades construtivas, desvia viciosamente, impelindo o mundo para a mais odiosa das hecatombes, que culminara fatalmente no aniquilamento total.

O ser humano, incerto e sem rumo, angustia-se, a neurose lastra-se com síndrome de fobia, o homem perde a capacidade de criar, sua obra é, sobretudo, de destruição, os objetivos são camuflados, mas o que domina é o impulso de decompor-se, apodrecer e matar. Se assim não fosse como explicar os conflitos em que se debatem as nações? Como entender que cérebros pensantes precipitem a sociedade numa guerra inglória, ao fim no qual não há vencedores?

Não acho fácil destacar todas as causas que tem contribuído para que se apresenta hoje. Sinto-me apreensivo quanto a futuro, minha vivencia, me leva a uma conclusão sombria; as misérias, as dores, o trágico estão sempre presentes, e sempre estarão, como parte do ciclo natural da existência, porém, ganância e ambição, se fazem presentes somente na condição humana.

Se esse horror que pende sobre nossas cabeças fosse afastado e se criasse uma convivência feita na base do respeito, acredito que assim seria reconstituída a “dignidade” perdida e teríamos mais força para superar tais agressões e assim, constituir um ambiente apto a receber novas idéias e aceitar as diferenças.

Mas as pessoas continuam atropelando-se e agredindo-se, porque não encontram meios que lhes permitam a intercomunicação de idéias e de sentimentos. Encontram-se num tremendo impasse: será praticável modificar-se um pensamento já solidamente estruturado em preconceitos convicções e preferências? Chegará o homem a aceitar a troca de instrumentos tão contraditórios como bombas e palavras? E poderá, ainda, reencontrar, se é que já existiu, a qualidade humana que se extraviou em algum lugar?

É preciso que um número maior de indivíduos tome consciência da realidade atual, discernindo com clareza o sentido e os objetivos das forças meramente destruidoras, e tornar-se poderosamente atuantes contra essa força pavorosa que está a nos levar ao cataclismo final.

Júnior

letargiazine@hotmail.com

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